Marketing, segundo Peter Drucker é tão básico que não pode ser considerado uma função separada. É o negócio total visto do ponto de vista de seu resultado final, isto é, do ponto de vista do consumidor.
E segundo Marcos Cobra, é mais do que uma forma de sentir o mercado e adaptar os produtos ou serviços, é um comprometimento em busca da melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Pensando dessa forma, me responda rápido: Quantas empresas que você conhece, fazem realmente o marketing, como se apresenta acima??
Costumo dizer que a palavra marketing é uma das mais prostituídas que existe no mundo: Todo mundo a utiliza, mas a grande maioria fala por falar. E o pior nessa história toda, são as definições populares geradas pela grande massa, sem o mínimo de alinhamento e coerência com suas reais funções. Quando aparece alguma “nova celebridade” como nos Big Brothers da vida, jogando com os demais companheiros da casa, logo dizem…..fulano está fazendo marketing. Quando um político faz alguma manobra errada, antiética ou imoral logo dizem…..político tal está fazendo marketing. Ou quando uma empresa procura fazer uma promoção safada, com grandes intenções de trapacear o consumidor dizem…..empresa X faz marketing.
Eu digo que isso é mentira! Que eles não fazem marketing, que isso não é marketing e que toda e qualquer ação que não seja honesta, sincera e transformadora (para melhor), não é marketing. Existe uma diferença gigantesca entre pensar e fazer marketing num comprometimento profundo de melhorias e criar ações mercadológicas para desova de produtos goela abaixo!
Exemplo prático 1: A operadora VIVO é uma empresa que tem como estratégia a comunicação de massa para pegar novos consumidores, mas se esquece totalmente dos seus atuais! Não presta um serviço de qualidade e não dialoga com quem colabora com seu faturamento astronômico. Duvida? Veja Aqui, aqui e aqui. Resultado: Como forma de mascarar essa ineficiência, gasta (gasto é diferente de investimento) milhões de reais em mídia, criando uma imagem corporativa na mente de milhões de pessoas. Vamos atrair novos consumidores e deixemos que eles descubram depois que é tarde demais; E a velha história de que se é mais caro conquistar um novo cliente, do que manter os já existentes? E todo o prejuízo causado para a VIVO através do boca a boca gerado por milhões de clientes insatisfeitos? Talvez a VIVO não se importe com isso, porque claro, todos os valores investidos são transferidos para você, cliente da VIVO nas altíssimas tarifas que a empresa nos repassa. Pense nisso!!
Exemplo prático 2: Uma empresa da região do Alto Tietê investiu recentemente centenas de milhares de reais em supostos “esforços de marketing” para a captação de novos clientes. O cômico ou trágico dessa situação é que o enorme investimento em marketing contemplava apenas ações de mídia externas, onde mais uma vez empurrava goela abaixo a comunicação nos consumidores. O ponto mais sensível que era o call center, não havia sido preparado para responder às questões dos consumidores que ligavam para a realizar o ato da compra! Ou seja, um enorme número de contatos não foram convertidos por uma falha grotesca do pseudo-marketing usado. E isso aconteceu justo hoje em dia,em que se fala tanto na importância do atendimento, da humanização entre empresas e consumidores. Como isso passou batido por todos os envolvidos na estratégia (se é que houve alguma) utilizada pela empresa?
Resumo: Os resultados ficaram aquém do esperado e a corda arrebentou como sempre pro lado mais fraco. Departamentos de produção que não tinham absolutamente nada a ver com a história foram cortados por falta de consumo. Percebem a problemática da situação?
Ao encontrar situações como essas, e outras bem piores, pergunto novamente: Será que eu conheço alguma empresa que realmente faz do marketing um comprometimento filosófico? Em tempos de mudanças gerais e principalmente da transparência forçada oferecida pela internet, deixo esse post para uma importante reflexão sobre como nós profissionais de comunicação poderemos construir um cenário melhor no futuro para todas as partes envolvidas no processo: O produtor, seus dependentes diretos ou indiretos, o planeta e principalmente o consumidor!
[...] volume e quem já passou por problemas similares (eu com a operadora VIVO – para saber mais aqui, aqui e aqui), sabe muito bem do sentimento de enganação que [...]